De São Paulo a Natal
Já participei da reunião da SBPC. Ainda cursava o penúltimo ano do meu segundo bacharelado e iniciava-me cientificamente num núcleo de pesquisas no Mackenzie. Foi em 2005, se agora não me engano. Na ocasião, saudosa fase em que comprava livros como se não houvesse amanhã, eu representei a faculdade lá no norte do país, em Belém, a capital do Pará, beirando o portal da Amazônia. Consegui que aprovassem um trabalho que discutia sobre as diferentes facetas de futuros empreendedores em relação aos seus valores pessoais e relativos a organizações. Complicadinho, sei bem, mas tal trabalho mudou minha vida. À luz daquela época, muito além da experiência de viajar com um grupo divertidérrimo de jovens, dançar carimbó, conhecer o Mercado Ver-o-Peso e de desvendar os mistérios de Matita Pereira, guardiã da floresta, passei a ler mais, a escrever melhor, a gostar demais de tudo isso e, sobretudo, passei também a ser mais crítico, a pensar em atuar como educador e a atuar, de fato. É categórico: hoje coordeno um centro de empreendedorismo, leciono e empreendo muito por conta de um dia — quem diria? — ter decidido me envolver com estudos mais robustos num grupinho de alunos realmente diferentes dos outros. Sábia decisão.
Hoje, dia 26/07/2010, vivencio mais um fruto daquela inesquecível conquista. À frente de alguns carioquinhas (o s com som de x), digitando aqui no aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro, aguardo um voo de conexão que me levará à capital do Rio Grande do Norte: Natal. Lá, mais um congresso; mais uma participação no SBPC. Agora, além do tema do trabalho (Marketing Educacional), a diferença também está no fato de que sou maior, mais maduro e orgulhosamente assino como Professor Willian Girarde.
Primeira viagem que faço realmente sozinho, os próximos dias serão de descanso, lazer e reflexão. Escreverei sobre a experiência, sempre registrando, sempre, para não se esquecer jamais. Acompanhe por aqui e pelo Twitter (http://twitter.com/wgirarde).
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Eu vi uma criança com uma garrafa de Guaraná Antarctica na mão enquanto uma senhora pobre e faminta clamava por um gole. Vi outra senhora, rica, andando com suas mãos atadas às do marido, um simpático senhor, ambos beirando os 80, numa cena de puro amor. Vi também uma dona de barraquinha contadora de histórias, obviamente contando histórias para os outros barraqueiros, colegas de trabalho. Eu vi uma garota ao telefone celular, roupa impecável, falando mal da amiga. Vi um rapaz maltrapilho, flamenguista e mal-educado, escarrando em plena avenida. Vi também um moço, rosto carrancudo, reclamando no momento em que viu um automóvel estancando a faixa de pedestres. Eu vi um ambiente de trabalho burocrático, pessoas aparentemente desmotivadas, mas um recado ao superior colado no monitor do computador: “Eu te amo, Chefe!”.
Foram 3 quilômetros caminhando (sem carro) no centro da cidade onde moro — Guarulhos.
(…)
Andei, vi pessoas. Sinto falta.
Comente1 ano em 30 dias

6h32 da manhã. Ainda não fui para a cama e é bastante provável que eu só a encontre no fim da noite de hoje. O ano anda tão agitado que o tempo parece voar. Já estive nas praias do litoral paulista, comemorei o aniversário de minha querida mãe, fui ao Peru (país surpreendentemente maravilhoso) e visitei Machu Picchu, uma das maravilhas do mundo moderno (foto). Além disso, mudei o planejamento estratégico da minha empresa, voltei ao Centro de Desenvolvimento do Empreendedorismo a todo vapor e também às queridas aulas na ESPA, onde trabalho com uma vontade danada. O ano anda tão agitado que a notícia de que meu aniversário, em maio, está chegando não me surpreenderia (também porque, pensando bem, está chegando mesmo). 28, beirando os 30.
Fazendo contas, fico feliz por isso: vivo 1 ano como se estivesse vivendo 10. E em 2010, mais 10.
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